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| ANDREAS KISSER E ORQUESTRA | 02.06.2008 0 |
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02/06/2008
Noite de fortes emoções na capital
Daniela Paiva e Yale Gontijo
Do Correio Braziliense
Cerca de 3,5mil pessoas assistiram ao show em homenagem a Pavarotti
Munidos de casaco, cachecol e luvas, o público estimado em 3,5mil pessoas compareceu ontem à noite, na Torre de TV, ao concerto Tributo a Pavarotti, em comemoração aos 200 anos do Correio Braziliense. O friozinho que aparentemente veio para ficar não espantou o ânimo da platéia.
Acomodada em uma das cadeiras da área vip, a aposentada Francisca Fernandes, 73 anos, se esforçava para se aquecer, esfregando as mãos e os braços. Ela foi surpreendida pelo filho, o analista de sistemas, Sérgio Fernandes, 55 anos, que a levou para o evento sem revelar onde iriam. “Eu sou fã do Luciano Pavarotti (1935-2007) desde a primeira vez que o vi e fiquei muito feliz com a surpresa”, declarou Francisca. Na pressa, ela se esqueceu do casaco, mas não desanimou um só minuto.
Com regência do maestro Sílvio Barbato, a orquestra Camerata Brasil abriu o programa executando Guilherme Tell, do compositor Gioachino Rossini (1792-1868). Com energia, Barbato movimentava a batuta, encarando o público de vez em quando. A atitude repetiria-se durante toda a apresentação. O maestro fez intervenções para explicar a seqüência do programa.
A platéia gostou da abertura, aplaudindo efusivamente. Após a primeira canção, Barbato cumprimentou o público e disse algumas palavras no microfone: “Boa-noite! Estamos aqui neste lugar bonito, embaixo deste céu, para mostrar o quanto esta cidade é especial”. Em seguida, introduziu o jovem tenor paulista Thiago Arancam. Com um timbre de voz muito semelhante ao do falecido cantor italiano, Arancam agradou à platéia em cheio. Ao final da apresentação de Torna a surriento, de Ernesto de Curtis, podia-se ouvir os gritos de “Bravo, bravíssimo!”.
Estilos diferentes
Além de Aracam, a soprano brasiliense Luciana Tavares também soltou a voz no palco. Os dois fizeram juntos o Dueto de Cecília e Peri, da ópera O guarani, de Carlos Gomes. Porém, o ponto alto do espetáculo ficou reservado a outro compositor brasileiro. O trenzinho do caipira, de autoria de Heitor Villa-Lobos, executado pelo guitarrista Andreas Kisser, foi aplaudido de pé. Nos últimos tempos, o músico trabalhou no álbum duplo Hubris, em que mescla rock, blues e música clássica, projeto semelhante ao apresentado em Brasília com união entre diferentes estilos.
A música popular também teve sua vez, durante a participação da cantora sem rótulos Fernanda Abreu nas músicas A felicidade, Aquarela brasileira e Jorge da Capadócia. “É um prazer enorme estar aqui ao lado maestro Barbato e do tenor Thiago Arancam. Gostaria de mandar um beijo enorme para o Sesc, o Correio e para vocês”, disse a cantora durante a participação em conjunto com Kisser em Jorge da Capadócia , de Jorge Ben Jor. “A cidade tem um grande tradição de concertos ao ar livre”, disse Barabato. “Eu, por exemplo, comparecia aos Concertos Cabeças, na década de 1970. É bom porque o público fica livre. Pode trazer um lanche, estirar uma toalha e ficar à vontade”, comentou Sílvio Barbato.
Após um bis, com a ópera La Traviata, de Verdi, em que o público cantou com a orquestra, a apresentação terminou com explosões de fogos de artíficio. “Encerramos com chave de ouro as comemorações de 200 anos da marca Correio Braziliense oferecendo este presente para a população de Brasília”, ressaltou o Diretor Presidente do Correio, Álvaro Teixeira da Costa."
Fonte: Correio Braziliense
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